Com a vitória em Tampa nesta quinta-feira, alcançamos o recorde 3-2, e tiramos um peso das costas da equipe ao evitar a segunda derrota seguida na temporada, algo que não acontece desde 2012.

Mas, nem tudo foram flores em Tampa. Embora a defesa tenha demonstrado melhoras – pior do que estava, também, era difícil, convenhamos – o time continua apresentando falhas em setores importantes e uma instabilidade psicológica incomum a um time gerenciado por Bill Belichick.

Vamos então aos melhores e piores da vitória:

TOP 5

  • Chris Hogan – o recebedor está no seu segundo ano no time e vem produzindo em alto nível. Com a contusão de Edelman e a produtividade ainda limitada de Cooks, ele, ao lado de Amendola (que será mencionado a seguir), tem elevado seu nível e servido como válvula de escape para Brady. O mesmo já anotou 5 TD’s nas 5 partidas da equipe, aparecendo entre os melhores da NFL nesse quesito.

8 recepções / 74 jardas / 1 TD

  • Danny Amendola – após perder um jogo devido a uma concussão e dores no joelho, Danny retornou assumindo o papel que se esperava dele desde a contusão de Edelman. Correndo rotas rápidas na zona suja do campo como Slot, é um dos alvos preferidos de Brady nas terceiras descidas. Além de ser um jogador extremamente confiável em momentos de pressão, como já demonstrou nos playoffs desde 2014.

8 recepções / 77 jardas

  • James White – o herói do SuperBowl LI continua atuando em alto nível nessa temporada. Aparecendo primariamente como RB em jogadas de passe, demonstra uma excelente capacidade como recebedor e controle das mãos. Além de ser ágil nos cortes e rotas, gerando missmatches favoráveis contra os Linebackers e Safeties que geralmente o acompanham. Com a OL jogando mal como está, Brady utilizará cada vez mais os passes curtos nos quais White é especialista.

7 recepções / 57 jardas

  • Safeties – embora ainda longe de uma performance ideal, a dupla de Safeties titular entre McCourty e Chung deram a volta por cima após o fiasco contra Carolina. McCourty se mostrou muito seguro e fez as leituras corretas, além de bons tackles atrás na linha de scrimmage. Já Chung se apresentou bem na marcação do bom tight end Cameron Brate durante quase toda a partida, cedendo apenas um touchdown no último quarto – mas é justo dizer que o mérito da jogada foi do recebedor de Tampa, que apanhou um belo passe frente a uma marcação dupla.
  • Matt Patricia – o coordenador defensivo foi criticado nesse mesmo post na semana passada, aparecendo entre os Bottom 5 da partida contra Carolina, após vários erros de comunicação entre seus liderados, além de chamadas duvidosas. Mas, mesmo com a semana curta entre os dois últimos jogos, conseguiu dar um direcionamento melhor ao time e corrigir os erros mais escandalosos da defesa. Evitou as coberturas complexas de zona, principalmente no que se refere a Gilmore – que é  um jogador totalmente diferente quando marca homem a homem ou em zona – e acertou o posicionamento dos linebackers em cobertura. Assim como em relação aos safeties, a performance defensiva ainda não foi a ideal, principalmente no último período – embora seja compreensível a queda de rendimento após uma semana curta e uma viagem para Tampa – mas está significativamente mais confiável em relação as quatro primeiras partidas.

BOTTOM 5

  • Nate Solder –  A linha ofensiva como um todo não vem fazendo um bom trabalho nesse início de temporada, permitindo 3 sacks nessa última partida e 16 ao todo no ano. Mas, o destaque negativo fica para o veterano left tackle. Lento, errou leituras e não conseguiu segurar a linha defensiva dos Bucs, que só havia conseguido 1 sack em toda a temporada antes de enfrentar os Patriots.
  • Deatrich Wise Jr – Apesar de ser um dos únicos jogadores da linha defensiva a ter uma temporada apresentável até então, falhou em momentos importantes, como no primeiro TD dos Bucs. Tampa estava em uma terceira para 20, Jameis Winston lançou um passe incompleto, mas uma desnecessária falta de Illegal Hands to the Face concedeu o first down automático, e o drive continuou até a pontuação.
  • Cassius Marsh – Duas faltas absurdas de Roughing the Passer seguidas, a última com o cronômetro já zerado, colocou Tampa em posição de chutar um Field Goal no final do primeiro tempo. Se Tampa tivesse um Kicker um pouquinho mais competente, poderia ter complicado o jogo.
  • Brandon Bolden – Um running back que perdeu espaço e atualmente só atua nos special teams não pode cometer as faltas que ele cometeu. Neutral Zone Infraction em uma 4ª para duas, que resulta em um first down, e um bloqueio ilegal durante um punt return, que colocou o time com as costas na parede.
  • Faltas – Não poderíamos deixar de citar – negativamente – o absurdo número de faltas cometidas. Foram 12 faltas para um total de 108 jardas, mais de um campo inteiro em penalidades. Tanto ataque, quanto defesa (e até especialistas) cometeram infrações completamente desnecessárias. Tampa ficou a um Kicker minimamente decente de vencer o jogo, e muito disso se deve a essa falta de disciplina. Não pode se repetir.

Vamos aguardar e torcer para que a semana prolongada sirva para corrigir os erros e recuperar o fôlego e físico dos atletas, especialmente Gronk, que não participou do jogo e manteve seu recorde negativo de nunca ter terminado uma temporada na NFL sem perder ao menos uma partida.

No domingo enfrentamos os Jets, às 14 horas, em Nova Iorque.  

the author

Luis Borges, 28 anos, engenheiro eletricista, de Belo Horizonte. Acompanha NFL desde 2007, já foi atleta do Minas Locomotiva e hoje participa do FA nacional como narrador. Fanático por esportes, principalmente pelos Patriots e Cruzeiro.

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