Entenda (de uma vez por todas) a situação de Malcolm Butler

Olá, Nação!

Época de free agency é realmente complicado, vários rumores sobre trocas de jogadores, adições, subtrações, etc. Então, por conta disso, iremos fazer um “be-a-bá” completo de com está a situação real do CB Malcolm Butler no momento (lembrando que, enquanto você está lendo isso, tudo o que está escrito aqui já pode ter mudado).

Pois bem, Butler é um RFA (restricted free agent). E o que ísso quer dizer? Quer dizer que ele é um jogador no final de contrato com a equipe de New England, porém nosso time possui “prioridades” sobre ele. Ou seja, ele pode receber propostas de outros times e até mesmo fechar negócio com eles mas, no prazo legal de 5 (cinco) dias, podemos equiparar a proposta recebida e manter o jogador no elenco. Além disso, os Patriots decidiram colocar sobre o jogador algo chamar “first round tender” que, em resumo, obriga o time interessado no jogador de nos fornecer sua escolha de primeira rodada no draft (isso caso o jogador siga para o novo time após NE não cobrir a proposta, claro).

New England Patriots cornerback Malcolm Butler (21) intercepts a pass intended for Seattle Seahawks wide receiver Ricardo Lockette (83) during the second half of NFL Super Bowl XLIX football game Sunday, Feb. 1, 2015, in Glendale, Ariz. (AP Photo/Kathy Willens)
Adoro a cara do Lockette de “quequetáconteceno?”

Desse ponto em diante, iremos traduzir alguns pontos de uma matéria muito interessante escrita hoje por Mike Florio para o site ProFootballTalks, da NBC Sports (o texto original você lê clicando aqui), o qual explicam esses rumores do jogador estar seguindo para o New Orleans Saints e como a negociação deverá ser conduzida:

“Os Saints tentaram obter Malcolm Butler como parte da troca que mandou Brandin Cooks para New England, porém o acordo era muito complicado para ser finalizado de forma rápida.

Os Saints continuam desejando Butler e estão negociando um contrato com ele, mas o time de New Orleans não quer entregar a 11ª escolha geral do draft por ele. Então, os Saints podem negociar um acordo com o jogador baseado no fato de que ele não está no “mercado” e não estará por ao menos um ano. Eles precisarão chegar nos Patriots e fazer uma proposta por algo abaixo do que a escolha de primeira rodada, fazendo com que Butler assine a RFA Tender. Se Saints e Patriots chegarem a um acordo, Butler assina a tender e os Patriots então poderiam trocá-lo.

Isso precisa acontecer precisamente dessa forma. Um jogador não pode receber a tender como uma “ferramenta” para sua troca e Belichick constantemente se recusa a entrar em discussões de trocas sobre jogadores que não assinaram as tenders ofertadas.

Claro, chegará num momento onde os Patriots e os Saints deverão ser condescendentes e mover os pauzinhos para que Butler assine a tender. Mas se a iniciativa de conversar sobre a troca partir dos Saints, Belichick se sentirá mais confortável (ou menos desconfortável) sobre trabalhar numa tentativa de troca antes que Butler assine a tender oferecida.

Então, resumindo como as coisas deverão ser conduzidas:

1 – Saints negocia com Butler; 2 – se chegarem a um acordo, os Saints procuram os Patriots; 3 – se rolar um acordo, Butler assina a tender; 4 – Os Patriots assinam com o Butler um novo contrato só para poder trocá-lo ou a troca é efetuada e os Saint assinam com ele um contrato.”

Por quê tudo isso acontece? Vamos voltar ao princípio de tudo: Butler não foi draftado pelos Patriots em 2014. Ele foi contratado após o draft pois nenhum dos 32 times havia se interessado pelo jogador de 24 anos. E tudo o que aconteceu dali em diante, é história. Porém, Butler não tem as mesmas condições contratuais e de remuneração que os jogadores que são draftados. Ou seja, para jogar na liga, ele foi “obrigado” a aceitar o contrato que lhe foi oferecido na época e ponto. É compreensível que o jogador esteja buscando ganhar seu dinheiro, mas é como as coisas são. Existe um rumor que, no ano passado, os Patriots ofereceram ao jogador uma extensão contratual que lhe garantiria 7 milhões de dólares por temporada, mas o jogador recusou (no último contrato, o ano mais caro não chegou sequer a 10% deste valor). Com a first round tender, os Patriots devem pagar a ele “apenas” 3,9 milhões de dólares nessa próxima temporada, caso o jogador permaneça em NE.

ANAHEIM, CA - FEBRUARY 02: In this handout image provided by Disneyland, New England Patriots players Julian Edelman (right) and Malcolm Butler were joined by Mickey Mouse as they celebrated their team's Super Bowl XLIX championship victory with a special cavalcade down Main Street, U.S.A. at Disneyalnd park in Anaheim, Calif., on Monday. In the frenzied moments following their team's feat of capturing the National Football League championship on Sunday, Edelman and Butler stood in front of a TV camera and shouted four words that have become an iconic reaction to milestone achievement: "We're going to Disneyland!" (Photo by Paul Hiffmeyer/Disneyland via Getty Images)
Bye bye, so long, farewell?

Também existe o rumor que os Patriots haviam “garantido” a ele que não pagariam mais de 10 milhões por um cornerback mas, na semana passada, foi contratado o CB Stephon Gilmore, oriundo dos Bills, por 13 milhões. Novamente, Butler tem todo o direito de sentir que mereça ganhar mais do que havia sido oferecido, mas ele precisa recordar que, se não fosse pela vontade de Belichick e equipe em 2014 após o draft, talvez o jogador sequer tivesse um único jogo como atleta da NFL. E são assim que as coisas são. Se for a vontade dele aceitar uma proposta dos Saints ou de qualquer outra equipe, pois considera que merece “ser rico” a partir dessa temporada, ok. O que tanto ele quanto as outras franquias devem lembrar é que, se não for nos moldes ditos acima, eles deverão entregar para nós a primeira escolha no draft. E, convenhamos, a classe de cornerbacks deste ano é promissora.

Se Malcolm Butler ficará ou sairá, ainda é uma dúvida que até o momento não tem resposta. Belichick foi muito inteligente aplicando no jogador a first round tender (mesmo que ainda não assinada), pois isso dá uma segurança e controle da negociação completa para os Patriots. O “herói improvável” do Super Bowl XLIX pode estar de saída pela porta dos fundos, mas aqui é o New England Patriots, meus amigos. Nada e nem ninguém é insubstituível e nem nunca foi. E, no final, são apenas negócios.

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